{"id":1033,"date":"2026-01-19T09:42:09","date_gmt":"2026-01-19T12:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/?p=1033"},"modified":"2026-01-19T09:42:10","modified_gmt":"2026-01-19T12:42:10","slug":"jovens-mineiros-celebram-participacao-na-orquestra-jovem-sesc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/2026\/01\/19\/jovens-mineiros-celebram-participacao-na-orquestra-jovem-sesc-brasil\/","title":{"rendered":"Jovens mineiros celebram participa\u00e7\u00e3o na Orquestra Jovem Sesc Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Os jovens mineiros Lucas Afonso Silva, 15 anos, e Maria Fernanda Machado, 18 anos, tiveram contato com a m\u00fasica de concerto ainda na inf\u00e2ncia, ele na igreja que frequentava com a fam\u00edlia, ela por influ\u00eancia do pai, que \u00e9 cantor e instrumentista. Ao longo dos anos, eles desenvolveram uma trajet\u00f3ria pautada pela m\u00fasica, que culmina agora com a participa\u00e7\u00e3o no 14\u00ba Festival Internacional Sesc de M\u00fasica, que acontecer\u00e1 em Pelotas (RS), um dos maiores eventos de m\u00fasica de concerto da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Lucas com a m\u00fasica come\u00e7ou por meio da orquestra sacra da igreja que frequentava, em Belo Horizonte, onde nasceu seu interesse pelo violino durante as celebra\u00e7\u00f5es. O aprendizado tomou impulso com a ajuda do primo, que j\u00e1 tocava no grupo. E foi esse mesmo primo que apresentou Lucas a um professor do projeto de Orquestras Jovens do Sesc. \u201cFoi a\u00ed que percebi que era poss\u00edvel fazer m\u00fasica\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o musical trouxe um desafio decisivo: a necessidade de adquirir um violino. O instrumento custa cerca de R$ 8 mil, valor fora da realidade financeira da fam\u00edlia. Diante da dificuldade, Lucas e a m\u00e3e encontraram uma alternativa: juntos, passaram a vender salgados para arrecadar o dinheiro. \u201cMinha m\u00e3e e eu finalmente conseguimos pagar o violino\u201d, conta o m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n<p>O esfor\u00e7o rendeu conquistas importantes: viagens, apresenta\u00e7\u00f5es solos em teatros, eventos privados, casamentos. \u201cO que marcou minha carreira foi perceber o quanto consegui progredir e evoluir\u201d, destaca Lucas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Maria Fernanda cresceu ouvindo m\u00fasica em virtude da profiss\u00e3o do pai. Mas, apesar da familiaridade, n\u00e3o imaginava seguir carreira profissional at\u00e9 ingressar no projeto do Sesc Palladium, aos 13 anos. \u201cNa minha cabe\u00e7a, seria s\u00f3 mais uma atividade extracurricular. Hoje, com 18 anos, tenho uma vis\u00e3o completamente diferente e a m\u00fasica faz parte dos meus planos futuros\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembra que o Sesc foi decisivo para ampliar sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica e enxerg\u00e1-la de outra forma. O projeto contribuiu n\u00e3o apenas para o desenvolvimento art\u00edstico, mas tamb\u00e9m pessoal. \u201cA m\u00fasica foi me ajudando a superar a timidez e me dando mais seguran\u00e7a como pessoa e como violista\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Com carinho, ela lembra um dos momentos mais marcantes de sua trajet\u00f3ria: a viagem ao Rio de Janeiro, onde se apresentou no Sesc ao lado de um coro de idosos. \u201cEssa experi\u00eancia me fez perceber que a m\u00fasica pode unir gera\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias, vidas e grupos sociais\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem tamb\u00e9m lembra que a m\u00fasica teve papel fundamental em sua recupera\u00e7\u00e3o de um princ\u00edpio de depress\u00e3o. \u201cIr ao projeto quase todos os dias ocupou minha mente me salvou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas e Maria Fernanda estar\u00e3o junto com outros alunos dos projetos de orquestra do Sesc, desenvolvido em 11 estados, entre eles tr\u00eas colegas de Minas Gerais. No total, 51 estudantes integrar\u00e3o a Orquestra Jovem Sesc Brasil, que se apresentar\u00e1 no dia 28 de janeiro, no Theatro Guarany, sob a reg\u00eancia do maestro Geovane Marquetti. O grupo tamb\u00e9m participar\u00e1 de aulas e ensaios com diversos professores convidados do evento. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino do festival, eles retornam a seus estados, mas o v\u00ednculo com a orquestra continua por meio de ensaios on-line, que os preparar\u00e3o para futuras apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Interc\u00e2mbio cultural marca o Festival Internacional Sesc de M\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Festival de Pelotas re\u00fane 400 alunos e 59 professores de 12 nacionalidades, em uma programa\u00e7\u00e3o com mais de 115 apresenta\u00e7\u00f5es gratuitas, espalhadas por teatros, pra\u00e7as, igrejas da cidade ga\u00facha. Pela primeira vez, o evento recebe estudantes de fora do continente americano em seu eixo educacional. Seis jovens do Reino Unido participam da classe de choro, g\u00eanero genuinamente brasileiro e s\u00edmbolo da identidade musical nacional, ampliando o alcance internacional do festival e promovendo um encontro direto entre culturas.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa \u00e9 fruto da parceria entre o Sesc\/RS, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Bath Spa University, e refor\u00e7a o car\u00e1ter internacional do festival. Al\u00e9m de ampliar o alcance do choro para novos p\u00fablicos, o interc\u00e2mbio promove um encontro direto entre culturas, aproximando jovens europeus de um repert\u00f3rio tradicional ainda pouco difundido no exterior. Al\u00e9m do grupo ingl\u00eas, o evento contar\u00e1 com a presen\u00e7a de jovens da Argentina, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Peru, Uruguai e Venezuela, refor\u00e7ando o car\u00e1ter latino-americano e global da programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jovens mineiros Lucas Afonso Silva, 15 anos, e Maria Fernanda Machado, 18 anos, tiveram contato com a m\u00fasica de concerto ainda na inf\u00e2ncia, ele na igreja que frequentava com a fam\u00edlia, ela por influ\u00eancia do pai, que \u00e9 cantor e instrumentista. Ao longo dos anos, eles desenvolveram uma trajet\u00f3ria pautada pela m\u00fasica, que culmina [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1034,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,3],"tags":[],"class_list":["post-1033","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-no-vila"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1033"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1035,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1033\/revisions\/1035"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1034"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}