{"id":1084,"date":"2026-01-27T18:55:23","date_gmt":"2026-01-27T21:55:23","guid":{"rendered":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/?p=1084"},"modified":"2026-01-27T18:55:24","modified_gmt":"2026-01-27T21:55:24","slug":"envelhecimento-feminino-revela-desafios-da-saude-preventiva-e-a-importancia-da-medicina-integrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/2026\/01\/27\/envelhecimento-feminino-revela-desafios-da-saude-preventiva-e-a-importancia-da-medicina-integrativa\/","title":{"rendered":"Envelhecimento feminino revela desafios da sa\u00fade preventiva e a import\u00e2ncia da medicina integrativa"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Alta expectativa de vida feminina exige cuidados integrados e personalizados com a sa\u00fade, para garantir melhor qualidade de vida \u00e0s mulheres<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p>Menopausa, perimenopausa, reposi\u00e7\u00e3o hormonal, metabolismo. Essas palavras est\u00e3o em alta nas buscas pela internet. Esse movimento reflete o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o feminina, que segue em forte ascens\u00e3o e chama aten\u00e7\u00e3o para o cuidado com a sa\u00fade das mulheres. Proje\u00e7\u00f5es populacionais apontam que, at\u00e9 2070, cerca de 38% dos brasileiros ter\u00e3o 60 anos ou mais, praticamente quatro em cada dez brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sa\u00fade feminina e envelhecimento<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do Censo, a expectativa de vida feminina continua mais alta que a masculina, exigindo abordagens de cuidado com a sa\u00fade cada vez mais personalizadas e integradas. Com o aumento da longevidade, cresce tamb\u00e9m a necessidade de um cuidado mais individualizado, preventivo e centrado na pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Vem ganhando protagonismo a Medicina Integrativa, como uma estrat\u00e9gia relevante, capaz de responder \u00e0s demandas complexas que v\u00e3o al\u00e9m do tratamento de doen\u00e7as isoladas. Segundo a ginecologista <strong>Dra. Lorena Galaes<\/strong>, da <em>Cl\u00ednica Integrative \u2013 Medicina Integrativa<\/em>, o envelhecimento feminino traz mudan\u00e7as importantes, sobretudo relacionadas \u00e0 queda progressiva dos horm\u00f4nios ovarianos, em especial o estrog\u00eanio e a progesterona. \u201cNa pr\u00e1tica cl\u00ednica, a partir dos 50 anos, observo com frequ\u00eancia sintomas do climat\u00e9rio e da p\u00f3s-menopausa, como ondas de calor, ins\u00f4nia, altera\u00e7\u00f5es de humor, queda de libido, ressecamento vaginal e dor na rela\u00e7\u00e3o sexual. Abordagens convencionais s\u00e3o essenciais, mas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para lidar com essa complexidade de forma preventiva e com foco na qualidade de vida\u201d, afirma a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o entre pr\u00e1ticas m\u00e9dicas convencionais e abordagens integrativas n\u00e3o substitui tratamentos tradicionais, mas amplia a capacidade de resposta do sistema de sa\u00fade frente \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas e \u00e0s necessidades singulares de cada mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Dra. Lorena Galaes, tamb\u00e9m h\u00e1 impactos metab\u00f3licos relevantes, como o aumento da gordura abdominal, maior resist\u00eancia \u00e0 insulina, dificuldade para manter o peso, eleva\u00e7\u00e3o do colesterol e maior risco cardiovascular. \u201cA sa\u00fade \u00f3ssea tamb\u00e9m merece aten\u00e7\u00e3o, com aumento do risco de osteopenia e osteoporose, especialmente em mulheres que n\u00e3o tiveram preven\u00e7\u00e3o adequada ao longo da vida\u201d, acrescenta a m\u00e9dica. Outro ponto que aparece cada vez mais no consult\u00f3rio s\u00e3o as queixas cognitivas, como lapsos de mem\u00f3ria e dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando procurar ajuda m\u00e9dica<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dra. Lorena conta que boa parte das mulheres s\u00f3 procura ajuda quando apresenta consequ\u00eancias mais evidentes desse per\u00edodo. \u201cA sociedade e o sistema de sa\u00fade, a meu ver, falham principalmente no acolhimento e na falta de informa\u00e7\u00e3o\u201d, aponta a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 existe um tabu sobre o envelhecimento &#8211; e, sobretudo, sobre envelhecimento feminino. Quando as mulheres, j\u00e1 se sentindo com sua capacidade reduzida, se queixam e t\u00eam seus sintomas tratados como normalidade, acabam se calando, fingindo que est\u00e1 tudo bem e se esfor\u00e7am ainda mais para dar conta do que antes era mais f\u00e1cil. Com uma sa\u00fade mais sens\u00edvel, entram facilmente em quadros de bournout, estafa ou depress\u00e3o\u201d, explica Dra Lorena.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, segundo a m\u00e9dica ginecologista, o acompanhamento nessa fase precisa ser individualizado e preventivo, olhando para a mulher de forma integral: sono, alimenta\u00e7\u00e3o, atividade f\u00edsica, sa\u00fade hormonal, sa\u00fade mental e v\u00ednculos sociais. \u201cAtuar de forma preventiva ganha ainda mais import\u00e2ncia com o envelhecimento populacional. Envelhecer bem \u00e9 poss\u00edvel, mas exige cuidado cont\u00ednuo e personalizado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 Medicina Integrativa e por que ela importa agora<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Medicina Integrativa defende um modelo de cuidado que considera <strong>o indiv\u00edduo em sua totalidade<\/strong>&nbsp;&#8211; corpo, mente e estilo de vida &#8211; e n\u00e3o apenas o quadro sintom\u00e1tico ou diagn\u00f3sticos isolados. Na pr\u00e1tica, essa abordagem se ancora em evid\u00eancias cient\u00edficas e na constru\u00e7\u00e3o de planos terap\u00eauticos multidisciplinares, que unem medicina convencional, terapias complementares e tecnologia avan\u00e7ada para oferecer diagn\u00f3sticos precisos e solu\u00e7\u00f5es personalizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA abordagem integrativa auxilia na detec\u00e7\u00e3o precoce de desequil\u00edbrios que muitas vezes n\u00e3o se traduzem em sintomas imediatos. Para a sa\u00fade feminina, isso significa avan\u00e7ar no enfrentamento de condi\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas, no manejo dos efeitos da menopausa e na preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas associadas ao envelhecimento\u201d, explica Dra. Lorena Galaes.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma pr\u00e1tica e resumida, a m\u00e9dica explica que, ao colocar a mulher no centro do processo terap\u00eautico, com foco na preven\u00e7\u00e3o e na qualidade de vida, esse modelo contribui para um envelhecimento mais saud\u00e1vel, protagonizado pela pr\u00f3pria paciente. \u201cEsse modelo de cuidado permite uma abordagem mais completa, considerando sa\u00fade hormonal, sono, nutri\u00e7\u00e3o, sa\u00fade emocional, preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e estilo de vida. Para a mulher madura, isso faz diferen\u00e7a real nos sintomas da menopausa, no risco cardiovascular, na sa\u00fade \u00f3ssea e no bem-estar global\u201d, conclui a especialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alta expectativa de vida feminina exige cuidados integrados e personalizados com a sa\u00fade, para garantir melhor qualidade de vida \u00e0s mulheres Menopausa, perimenopausa, reposi\u00e7\u00e3o hormonal, metabolismo. 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