{"id":2660,"date":"2026-10-05T22:28:34","date_gmt":"2026-10-06T01:28:34","guid":{"rendered":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/?p=2660"},"modified":"2026-10-05T22:29:16","modified_gmt":"2026-10-06T01:29:16","slug":"projeto-fortalece-a-literatura-de-cordel-e-a-contacao-de-historias-afro-centradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/2026\/10\/05\/projeto-fortalece-a-literatura-de-cordel-e-a-contacao-de-historias-afro-centradas\/","title":{"rendered":"Projeto fortalece a literatura de cordel e a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias afro centradas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o conta com exposi\u00e7\u00e3o de Rabecas e matrizes originais de impress\u00e3o de xilogravuras de cord\u00e9is cl\u00e1ssicos, material pertence ao acervo do Mestre de Cultura Popular, cordelista e rabequeiro Mestre Gaio<br>O projeto &#8220;Vidas Negras em Cordel&#8221;, do Ponto de Cultura Coletivo Iab\u00e1s, une uma das manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias mais tradicionais do Brasil \u00e0 urg\u00eancia da representatividade, preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e cultura negra e beneficia mais de 70 pessoas. Desenvolvido entre os meses de agosto e setembro, por meio de oficinas de forma\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o potencializa vozes e narrativas que frequentemente foram silenciadas ou marginalizadas pela hist\u00f3ria oficial.<br>A forma\u00e7\u00e3o foi caracterizada por oficinas interligadas e conectadas entre si e com as a\u00e7\u00f5es de temas que o Ponto de Cultura traz como suas pautas e foram realizadas em diversos locais da capital mineira, entre elas, Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, localizado dentro do Mercado da Lagoinha, Centro Cultural do Bairro das Ind\u00fastrias e Centro Cultural Urucuia, Arena da Cultura Nufac-FMC,<br>Durante a realiza\u00e7\u00e3o do projeto &#8220;Vidas Negras em Cordel&#8221;, que foi realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo \u00e0 Cultura de Belo Horizonte e tamb\u00e9m facilita o cumprimento da Lei 10.639\/03, os alunos tiveram aulas de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, escrita po\u00e9tica do cordel e oficina de xilogravura, al\u00e9m de um sarau de cordel como celebra\u00e7\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o de cada turma.<br>\u201cEste projeto olha para a hist\u00f3ria da nossa caminhada. Trazemos os que nos impulsiona e o que nos uniu: a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias afro centradas feitas por pessoas negras, acordando nossas hist\u00f3rias que foram intencionalmente esquecidas; a literatura de cordel e o que est\u00e1 agregado, como a escrita po\u00e9tica do cordel e a arte da xilogravura\u201d, explica Madu Costa, arteira, pedagoga, arte-educadora, escritora, narradora de hist\u00f3ria, cordelista.<br>Magna Oliveira, contadora de hist\u00f3rias, educadora antirracista, mestra em educa\u00e7\u00e3o esclarece que a forma\u00e7\u00e3o tem ainda como objetivo, facilitar para que a forma\u00e7\u00e3o da literatura de cordel e a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias afrocentradas, cheguem para diversos p\u00fablico da cidade, \u201cQueremos tamb\u00e9m possibilitar a experi\u00eancia art\u00edstica transversal nas linguagens que o projeto abra\u00e7a, um encontro multigeracional nas salas de trabalho das oficinas proporcionando trocas e afetividades, trazendo a escuta das hist\u00f3rias da cidade atrav\u00e9s das hist\u00f3rias dos participantes\u201d, acrescenta Magna Oliveira.<br>O projeto \u201cVidas Negras em Cordel\u201d prop\u00f5e uma a\u00e7\u00e3o art\u00edstica e formativa que utiliza a literatura de cordel como ferramenta de cria\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e valoriza\u00e7\u00e3o das narrativas negras. Por meio do compartilhamento de saberes em oficinas de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, escrita de cordel e xilogravura, a iniciativa convida os participantes a reconhecer, registrar e ressignificar viv\u00eancias da di\u00e1spora negra que, ao longo da hist\u00f3ria, foram silenciadas e invisibilizadas. Ao reunir tradi\u00e7\u00e3o oral, poesia e artes visuais, o projeto fortalece a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria coletiva, promove o protagonismo de diferentes vozes e reafirma a pot\u00eancia da cultura popular como espa\u00e7o de resist\u00eancia, identidade e transforma\u00e7\u00e3o social.<br>\u201cO projeto coloca-se nesta encruzilhada, para escolher o caminho dos encontros. Cordelar a partir das hist\u00f3rias negras. Afirmar a possibilidade e a necessidade de contar essas hist\u00f3rias a partir da literatura de cordel. Expandir a literatura atrav\u00e9s da arte da escrita, da r\u00e9cita de cordel, atrav\u00e9s da xilogravura. Expandir a arte de contar hist\u00f3rias afro centradas na rima e na po\u00e9tica do cordel\u201d, afirma Oleg\u00e1rio Alfredo, poeta, escritor, haica\u00edsta, contador de hist\u00f3rias, xilogravurista e cordelista, mais conhecido como Mestre Gaio.<br>O Coletivo Iab\u00e1s \u00e9 um grupo de Belo Horizonte certificado como Ponto de Cultura que pesquisa e narra hist\u00f3rias sobre os orix\u00e1s femininos Iab\u00e1s. Fundado em 2018 por tr\u00eas mulheres negras, Madu Costa, Magna Oliveira e Chica Reis, o coletivo atua nas \u00e1reas de tradi\u00e7\u00e3o oral, produ\u00e7\u00e3o cultural, educa\u00e7\u00e3o e patrim\u00f4nio. O Ponto de Cultura Coletivo Iab\u00e1s, ao longo de sua trajet\u00f3ria, sempre desenvolveu a\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 literatura de cordel e a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias afro-centradas. Assim expandindo sua atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea liter\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A programa\u00e7\u00e3o conta com exposi\u00e7\u00e3o de Rabecas e matrizes originais de impress\u00e3o de xilogravuras de cord\u00e9is cl\u00e1ssicos, material pertence ao acervo do Mestre de Cultura Popular, cordelista e rabequeiro Mestre GaioO projeto &#8220;Vidas Negras em Cordel&#8221;, do Ponto de Cultura Coletivo Iab\u00e1s, une uma das manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias mais tradicionais do Brasil \u00e0 urg\u00eancia da representatividade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2660"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2662,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2660\/revisions\/2662"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadoviladaserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}